Do diagnóstico à resistência terapêutica: o papel do miRNA-150 e miRNA-155 como biomarcadores na leucemia mieloide crônica
DOI:
https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4805Palavras-chave:
MicroRNAs, Leucemia Mieloide Crônica, Inibidores de Tirosina QuinaseResumo
Introdução: Os microRNAs (miRNAs ou miR) são pequenas sequências de RNAs não codificantes que exercem funções regulatórias. Devido à sua natureza, podem atuar na Leucemia Mieloide Crônica (LMC) como biomarcadores de diagnóstico, prognóstico e predição de resistência aos Inibidores de Tirosina Quinase (ITQs). O objetivo deste estudo foi analisar a literatura sobre o desempenho do miR-150 e miR-155 como biomarcadores na LMC. Metodologia: Foi realizada uma revisão da literatura nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Web of Science, abrangendo um período de 2005 a 2025. Foram selecionados artigos originais que avaliaram a expressão dos miRNAs em pacientes com LMC, excluindo revisões, relatos de caso e resumos. Resultados: A seleção final incluiu 14 artigos. Os resultados demonstram que o miR-150 atua como supressor tumoral, apresentando-se subexpresso na LMC em fase crônica, uma supressão mediada pela atividade BCR-ABL. O tratamento com Imatinibe restaura seus níveis sendo um preditor de boa resposta terapêutica, enquanto níveis baixos indicam resistência. Contudo, seu valor diagnóstico é limitado pela baixa especificidade. O miR-155 apresenta um papel complexo e dependente da fase, sendo subexpresso na fase crônica e superexpresso na crise blástica. Essa alteração sugere progressão da doença e prognóstico desfavorável. A alta expressão do miR-155 foi identificada como um fator de risco independente para resistência aos ITQs. Conclusões: Conclui-se que o miR-150 e o miR-155 têm papéis distintos e complementares: o miR-150 como biomarcador de resposta terapêutica e o miR-155 como biomarcador prognóstico e preditor de resistência.
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