A cor do cuidado: disparidades no pré-natal de mulheres negras no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4924Palavras-chave:
Cuidado pré-natal, Desigualdades em Saúde, População negra, Mulheres negras, Cor da peleResumo
Introdução: As desigualdades raciais no acesso e na qualidade da assistência pré-natal representam importante desafio para a equidade em saúde no Brasil, especialmente para mulheres negras, mais vulneráveis a desfechos maternos e neonatais desfavoráveis. Objetivo: Descrever as disparidades no cuidado pré-natal direcionado a mulheres negras no Brasil e discutir suas implicações para a equidade em saúde. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, com busca em bases de dados científicas utilizando descritores relacionados ao cuidado pré-natal, desigualdades em saúde e população negra, sem restrição de idioma ou período. Os estudos foram avaliados quanto ao rigor metodológico e analisados em relação ao acesso, à qualidade e à experiência do cuidado. Resultados: Mulheres negras apresentaram menor probabilidade de iniciar o pré-natal precocemente, realizar o número recomendado de consultas, acessar exames essenciais e receber orientações adequadas. Também foi observada maior prevalência de pré-natal inadequado, peregrinação por serviços de saúde, ausência de acompanhante e exposição a práticas discriminatórias. Adolescentes negras em maior vulnerabilidade socioeconômica apresentaram piores desfechos maternos e neonatais. Conclusão: O racismo estrutural, associado às desigualdades socioeconômicas, contribui para iniquidades no cuidado pré-natal. Seu enfrentamento requer políticas públicas efetivas, formação antirracista dos profissionais de saúde e estratégias que garantam acesso, vínculo e qualidade da assistência.
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