A APS como Retaguarda Hospitalar no Enfrentamento à Sazonalidade Pediátrica: Experiência Exitosa da UAPS Roberto Bruno em Fortaleza, 2025
DOI:
https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4956Palavras-chave:
gestão de demanda, serviço de saúde, Pediatria, Atenção Primária à Saúde, SazonalidadeResumo
Introdução: O período de sazonalidade das infecções respiratórias agudas pediátricas em Fortaleza gera um aumento expressivo na demanda por atendimento de urgência, sobrecarregando hospitais de referência. Diante disso, o plano de contingência do município organizou a Atenção Primária à Saúde (APS) para atuar como retaguarda assistencial para casos pediátricos de baixo risco. Métodos: Relato de experiência quanti-qualitativo sobre a atuação da UAPS Roberto Bruno como suporte à emergência do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) de março a junho de 2025. Analisaram-se os fluxos de regulação e os indicadores de vagas semanais e de suporte aos finais de semana e feriados através do sistema FastMedic. Resultados: No período semanal (março a maio de 2025), foram ofertadas 920 vagas de retaguarda, com 659 consultas utilizadas (ocupação global de 71,6%), com crescimento mensal progressivo (57,0% em março, 67,8% em abril e 78,8% em maio). No consolidado total do projeto (março a junho de 2025), o suporte semanal na UAPS Roberto Bruno realizou 812 atendimentos pediátricos, enquanto a estratégia de plantão estendido aos finais de semana e feriados contabilizou 255 atendimentos, totalizando 1.067 consultas resolvidas na APS. Conclusões: A experiência evidenciou a eficácia da APS como retaguarda hospitalar pediátrica. A implantação de escalas integradas de especialistas e o rodízio de postos abertos aos sábados e domingos otimizaram os recursos da rede de saúde e fortaleceram o papel ordenador da atenção primária.
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