A APS como Retaguarda Hospitalar no Enfrentamento à Sazonalidade Pediátrica: Experiência Exitosa da UAPS Roberto Bruno em Fortaleza, 2025

Autores

  • Debora Cardoso Ferreira da Ponte PMF - SMS FORTALEZA https://orcid.org/0009-0009-4083-1515
  • Carla Manuela Rodrigues Nogueira Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Fádua Emanuelle Lopes de Oliveira Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Karol Marielly Tavora Moita Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Maria Emiliana Lira Machado Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Nadia Maria de Luna Silva Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF), Nucleadora Fiocruz Ceará.
  • Maria Helenice Almeida Leitão Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2861-224X
  • Aline Martins Rocha REANSF- FIOCRUZ.

DOI:

https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4956

Palavras-chave:

gestão de demanda, serviço de saúde, Pediatria, Atenção Primária à Saúde, Sazonalidade

Resumo

Introdução: O período de sazonalidade das infecções respiratórias agudas pediátricas em Fortaleza gera um aumento expressivo na demanda por atendimento de urgência, sobrecarregando hospitais de referência. Diante disso, o plano de contingência do município organizou a Atenção Primária à Saúde (APS) para atuar como retaguarda assistencial para casos pediátricos de baixo risco. Métodos: Relato de experiência quanti-qualitativo sobre a atuação da UAPS Roberto Bruno como suporte à emergência do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) de março a junho de 2025. Analisaram-se os fluxos de regulação e os indicadores de vagas semanais e de suporte aos finais de semana e feriados através do sistema FastMedic. Resultados: No período semanal (março a maio de 2025), foram ofertadas 920 vagas de retaguarda, com 659 consultas utilizadas (ocupação global de 71,6%), com crescimento mensal progressivo (57,0% em março, 67,8% em abril e 78,8% em maio). No consolidado total do projeto (março a junho de 2025), o suporte semanal na UAPS Roberto Bruno realizou 812 atendimentos pediátricos, enquanto a estratégia de plantão estendido aos finais de semana e feriados contabilizou 255 atendimentos, totalizando 1.067 consultas resolvidas na APS. Conclusões: A experiência evidenciou a eficácia da APS como retaguarda hospitalar pediátrica. A implantação de escalas integradas de especialistas e o rodízio de postos abertos aos sábados e domingos otimizaram os recursos da rede de saúde e fortaleceram o papel ordenador da atenção primária.

Biografia do Autor

Carla Manuela Rodrigues Nogueira, Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará UECE (1996), graduação em Odontologia pela Universidade de Fortaleza UNIFOR (2002), Especialização em Enfermagem Obstétrica pela UECE (2006), Especialização em Saúde da Família pela Associação Brasileira de Odontologia ABO-CE (2012), Pós-Graduação em Educação na Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (2013), Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade pela UECE (2014), Mestrado Profissional em Saúde da Família pela FIOCRUZ (2017), Especialização em Gestão em Saúde na Atenção Primária pela Escola de Saúde Pública do Ceará ESP-CE (2017) e Especialização em Processos de Gestão na Atenção à Saúde pela ESP-CE (2019). É servidora pública municipal de Fortaleza-CE desde 2002 como Enfermeira e desde 2006 como Cirurgiã-Dentista da ESF. Atualmente trabalha na Coordenadoria Regional de Saúde IV (CORES IV) de Fortaleza-CE, onde exerce, desde 05/08/2020, o cargo de Articuladora da Atenção Primária.

Fádua Emanuelle Lopes de Oliveira, Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil

Possui graduação em Odontologia pela Universidade de Fortaleza (1999), mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual do Ceará, especialização em Odontologia no Programa Saúde da Família pela Associação Brasileira de Odontologia- CE (2004) e aperfeiçoamento em Saúde da Família pela Associação Brasileira de Odontologia -CE (2005). Foi supervisora por duas edições do Projeto de extensão do Mais Saúde com Agente. Atualmente é articuladora da atenção primária em um região de saúde de Fortaleza e atua como Preceptora do Pet Digital.

Karol Marielly Tavora Moita, Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil

Enfermeira. Graduação em Enfermagem pela UECE (2001). Especialista em Saúde da Família pela UECE (2005). Concluiu a Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade pela UECE (2013). Especialista em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde pelo Hospital Sírio Libanês (2014). Especialista em Gestão em Saúde na Atenção Primária pela ESP/CE (2017). Mestre em Saúde da Família (2019). Servidora pública da Prefeitura Municipal de Fortaleza (2006), atuando como Enfermeira Assistencial da Estratégia Saúde da Família (2006-2013), Articuladora da Atenção Primária à Saúde junto à Coordenadoria da Regional de Saúde IV (2013-2018), exercendo a função de Coordenadora da Regional de Sáude IV (2018-2023) e Coordenadora de Planejamento e Governança (2023 aos dias atuais).

Maria Emiliana Lira Machado, Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil

Enfermeira e gestora da UAPS ROBERTO BRUNO.

Nadia Maria de Luna Silva, Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF), Nucleadora Fiocruz Ceará.

Doutoranda do curso de Doutorado Profissional em Saúde da Família (DPSF), da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF), Nucleadora Fiocruz Ceará. Mestra em Saúde da Mulher e da Criança pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2023) e especialista em Desenvolvimento Infantil na Primeira Infância (UNICHRISTUS, 2021), em Processos de Gestão na Atenção à Saúde (ESPCE, 2019) e em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde (UNICAMP, 2009). Graduada em Odontologia pela UNIFOR (2004). Atua na área de Saúde Coletiva e Gestão Pública, sendo Coordenadora Regional de Saúde da Prefeitura Municipal de Fortaleza. É servidora de carreira (Cirurgiã-dentista do PSF) e tem experiência consolidada em Saúde Pública, gestão e implementação de políticas de saúde.

Maria Helenice Almeida Leitão, Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) – Fortaleza, Ceará, Brasil

Enfermeira. Mestre em Gestão em Saúde. Graduada pela Faculdade Integrada da Grande Fortaleza - FGF (2012-2). Especialista em Processos de Gestão na Atenção à Saúde pela Escola de Saúde Pública (2019 - CE). Especialista em Gestão em Saúde na Atenção Primária pela Escola de Saúde Pública (2016 - CE). Especialista em Terapia Intensiva pela Universidade Estadual do Ceará (UECE - 2015), Especialista em Saúde do Idoso pela Universidade Federal do Ceará (2015) e em Urgência e Emergência na Rede SUS pela Escola de Saúde Pública (2014 - CE). Mestre em Gestão em Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE - 2021). Servidora do Município de Fortaleza desde 2008. Atualmente na Articulação da Atenção Primária à Saúde - CORES V / Fortaleza- CE, supervisora de preceptoria da residência multiprofissional da ESP e enfermeira intensivista no Hospital Dr.Carlos Alberto Studart Gomes / Coração / Fortaleza- CE.

Aline Martins Rocha, REANSF- FIOCRUZ.

Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal do Ceará (2005). Especialista em Saúde da Família- ABO/CE. Mestranda em Saúde da Família pela REANSF- FIOCRUZ. Atualmente é dentista - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE FORTALEZA (CE). Atuando na Articulação da Atenção Primaria NA Coordenadoria Regional de Saúde- VI de Fortaleza. Preceptora do PET-SAUDE DIIGTAL.

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Publicado

25.09.2026

Como Citar

da Ponte, D. C. F., Rodrigues Nogueira, C. M., Lopes de Oliveira, F. E., Tavora Moita, K. M., Lira Machado, M. E., de Luna Silva, N. M., … Martins Rocha, A. (2026). A APS como Retaguarda Hospitalar no Enfrentamento à Sazonalidade Pediátrica: Experiência Exitosa da UAPS Roberto Bruno em Fortaleza, 2025. Revista Multidisciplinar Em Saúde, 7(3), 141–147. https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4956

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