CORPO, TERRITÓRIO E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: CONSCIÊNCIA CORPORAL E CONTRACOLONIZAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA PERIFÉRICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51189/integrar/rema/4980

Palavras-chave:

Racismo, Educação, Criança, Corpo Humano, Ensino Fundamental

Resumo

RESUMO. Introdução: na periferia, o corpo da criança negra chega à escola marcado pelo território, pelas restrições de circulação, pela violência e pela relação racial que o antecede. Metodologia: estudo qualitativo de orientação reflexiva, construído a partir de registros em diário de bordo de uma professora regente, ao longo do primeiro semestre de 2026, em escola pública de comunidade periférica no estado do Rio de Janeiro, analisados por análise temática. A leitura articula o corpo-território (Rocha; Haesbaert), o poder sobre territórios e corpos (Foucault; Agamben; Mbembe), a corporeidade negra (Fanon; Gomes) e a contracolonização de Antônio Bispo dos Santos. Resultados: os registros indicaram que o território condiciona o corpo que chega à escola; que um tempo diário de relaxamento, respiração e alongamento abriu um espaço de afirmação; e que houve mudanças na convivência e na ocupação do espaço. Episódios como a aceitação da palavra Oruam na alfabetização e os relatos das crianças sobre o próprio lugar mostraram a cultura do território sendo tratada como saber. Conclusões: de forma situada, sem relação de causa, dar tempo e atenção ao corpo, numa chave antirracista e contracolonial, pode abrir formas mais inteiras de presença e pertencimento, ainda que não substitua políticas públicas nem a formação docente

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Publicado

28.09.2026

Como Citar

Dantas Côrtes dos Santos , J., & Figueiredo da Silva, C. A. (2026). CORPO, TERRITÓRIO E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: CONSCIÊNCIA CORPORAL E CONTRACOLONIZAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA PERIFÉRICA. Revista Multidisciplinar De Educação E Meio Ambiente, 7(3), 66–72. https://doi.org/10.51189/integrar/rema/4980

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